Festival de Curtas-Metragens de Sintra
16-19 de Fev. 2017

Pt En

Programação Paralela


SESSÃO ESPECIAL - CINTRA A 35MM

Projeção de filmes em 35mm cedidos gentilmente pela Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema que documentam Sintra dos anos 20/30. Trata-se de um raro e precioso registo cinematográfico que dá a conhecer ao público, Sintra de há 100 anos. Uma viagem ao passado que nos abre as portas de um imaginário povoado com histórias de pessoas e locais de outros tempos.

A sessão será acompanhada pelo Quarteto de Saxofones do Conservatório de Música de Sintra sob a Direcção Ricardo Pires (com: Daniel Matias, José Maria Gonçalves, Rafael Ferreira e Rodrigo Domingos).

ACTUALIDADES DE SINTRA Nº 3
Artur Costa de Macedo (1894-1966) - Realização
Sociedade do Turismo de Sintra - Companhia Produtora
Portugal, 1926
Duração: 00:11:12, 18 fps
Formato: 35 mm, Cor, sem som
Descrição: Festa de benemerência no Casino de Sintra no Domingo de Páscoa, patrocinada pela Sociedade de Turismo de Sintra.

EM CINTRA
Artur Costa de Macedo (1894-1966) - Realizador
Sociedade do Turismo de Sintra - Companhia produtora
Portugal, 1926
Duração: 00:07:33, 18 fps
Formato: 35 mm, Cor, sem som
Descrição: Procissão do Senhor dos Passos; igreja de S. Martinho; feira de S. Pedro de Sintra.

REPORTAGEM CINEGRÁFICA DE A.C. MACEDO EM SINTRA
Artur Costa de Macedo (1894-1966) - Realizador Portugal, 1926
Género: documentário
Duração: 00:04:01, 16 fps
Formato: 35 mm, PB, sem som
Descrição: Baile infantil no Casino de Sintra, em que crianças mascaradas ganharam prémios pelos seus disfarces.

SINTRA A MARAVILHA VERDE
José César de Sá (1905-1976) - Realizador
José César de Sá (1905-1976) - Director de fotografia
F. A. Quintela - Som
Lisboa Filme - Companhia produtora
Portugal, 1938
Género: Documentário
Duração: 00:12:23, 24 fps
Formato: 35 mm, PB, com som
Descrição: Chegada de comboio à estação de Sintra. Aspectos da vila: Palácio da Pena, Parque da Pena, Castelo dos Mouros, Palácio da Vila, Câmara Municipal de Sintra, Casino, Parque de Monserrate.

Artur Costa Macedo (1894-1966)

Começou a trabalhar em 1918 como operador de câmara na Lusitânia Film, de Lisboa.

Em 1921 passou para a Invicta Film, do Porto.

Em 1922 trabalhou na Iberia Film do Porto. Depois desta data passou a filmar por conta própria, sobretudo documentários e "actualidades", sendo estas para empresas estrangeiras como a francesa Éclair, a Fox-News e a Paramount News, ambas dos Estados Unidos.

José César de Sá (1905? – 1976?)

Produtor, Director de Fotografia e Realizador.

Estudou medicina mas abandonou o curso para se dedicar à fotografia de cinema, actividade em que se afirmou como um dos mais exímios, de então. Em 1928 fundou, com Aníbal Contreiras, a Lisboa Filme.

Eurico Ferreira, que reconhece em J. César de Sá o seu grande mestre de cinema, diz que ao voltar a Portugal por um curto período, para apresentar «O Zé do Burro», no Odeon, em Janeiro de 1972, o encontrou falido, bastante velho e cansado, sobrevivendo com a venda de slides sobre Lisboa.

Programação Paralela MU.SA

Porque o Festival Córtex também se faz com música, este ano convidámos duas songwriters nacionais a apresentar os seus mais recentes trabalhos no MU.SA (Museu das Artes de Sintra). Uma oportunidade única para assistir a dois espectáculos intimistas no interior de um museu. Lula Pena em formato acústico e Helena Madeira com a sua harpa. Entrada gratuita sujeita à lotação do espaço.

sexta-feira (17 Fev) 21:00
Showcase de Lula Pena, Apresentação do novo álbum “Archivo Pittoresco”

sábado (18 Fev) 21:00
Helena Madeira - concerto Harpa e Voz

Workshop Mini-Córtex para Pais e Filhos
Um workshop onde se pretende que pais e filhos em conjunto, possam criar um pequeno filme de animação utilizando técnicas de animação directa como a Pixilação, Recortes e Objectos. O workshop será ministrado por Fernando Galrito, diretor artístico da MONSTRA - Festival de Animação de Lisboa.

Helena Madeira

Helena Madeira, Lisboa, 1981.

Licenciada em Antropologia e Língua Italiana, iniciou o estudo do canto lírico com Fernando Serafim na Juventude Musical Portuguesa em 2004, mas foi no mundo da música “folk” que deu os primeiros passos rumo a uma carreira profissional.

Frequentou o curso de Canto e Harpa no Conservatório Nacional, tendo também passado, pela Escola de Jazz do Hot Club em Lisboa.
Participou em seminários sobre Canto com Lúcia Lemos, Claire Honigsbaum, Cathérine Rey, Meredith Monk e Jill Purce (Londres), e sobre Harpa, no Festival Internacional de Harpa de Edimburgo desde 2009.

Participou como cantora, no seu primeiro disco em 2004, na banda Dazkarieh e, desde 2006, é vocalista da banda  deworld music MU, com quem gravou o album Casanostra em 2008 (Prémio Carlos Paredes 2009) e Folhas que Ardem em 2012. Apresentaram-se ao vivo em Espanha, Londres, Suécia, Roménia, Malásia e Índia.

Em 2010, deu inicio à sua carreira a solo sem que disso se apercebesse, compondo canções para canto e harpa. Gravou duas colectâneas de canções e, em finais de 2014 apresentou o seu primeiro disco Da Voz do Embondeiro, no Teatro Lethes em Faro.

Este seu trabalho a solo é o resultado das suas viagens pela costa Ocidental Africana e pela Europa, e do encontro com músicos tradicionais dos diferentes países.
Desde 2012 já foi convidada a tocar em Espanha, Brasil e em Cabo Verde.

Gravou em 2015 com a banda Farense Esfinge e, a par destes trabalhos originais,  desenvolveu repertório de música medieval, apresentando-se na conceituada Viagem Medieval de Santa Maria, e nos Dias Medievais de Castro Marim, em 2016. Tem acompanhado ainda, inúmeros casamentos, baptizados e outros eventos.

Tem participado em variadas parcerias musicais, a última das quais, apresentada no passado mês de Setembro no Hotel Ritz em Lisboa, ao lado do pianista Artur Guimarães, e da cantora Sofia Escobar.

Lula Pena

Lula Pena (Lisboa, 1974) é uma cantora, guitarrista, compositora e intérprete portuguesa, que a partir de 27 de Janeiro terá o novo disco "Archivo Pittoresco" lançado internacionalmente pela editora belga Crammed Discs.

"Archivo Pittoresco" segue-se a "Troubadour" (Mbari), de 2010, que por sua vez se tinha seguido ao debute "Phados" (Carbon 7), de 1998. Nos doze anos entre o primeiro e segundo álbuns a pergunta mais recorrente quando se pensou, e inequivocamente tal foi o caso, em Lula Pena, foi por onde parava e porque é que nos víamos sucessivamente privados de ouvir novos documentos desta música, que parece maravilhar todos os que com ela contactam, independentemente da parte do mundo de onde vêm. As razões são tantas como as histórias, e tão puras e honestas quanto a música. Com a edição de "Troubadour", e os anos que se seguiram nesta década a transformá-lo ao vivo, dentro e fora de Portugal, tornou-se claro que Lula é cada vez mais um tesouro partilhado de todos os lusófonos de coração, fruto da sua fascinante abordagem à Canção popular global, radicada numa expressão artística singular que entretece tantas tradições de música, som e poesia.

“Archivo Pittoresco” reflecte precisamente isso ao longo dos seus 13 temas. Dominando um estilo seu a tocar a guitarra que nos concentra a atenção, e um trovar/trocar de línguas latinas e os seus perfumes, sotaques, inquietações e esperanças que nos envolve e transporta, Lula faz justiça a uma vocação abençoada para escolher, compor e justapor repertório que aprimorou ao longo do tempo. Com letras e poemas de escritores como Manos Hadjidakis, Violeta Parra, o surrealista Belga Scutenaire, e da sua própria pena, e música recontextualizada desde autores populares anónimos e outros menos celebrados aos compositores da banda-sonora original da Twilight Zone, ouvimos Lula cantar em Português, Francês, Inglês, Espanhol, Grego e Italiano com a maior liberdade e consequência do mundo. Como nos disse há alguns anos lucidamente, procura uma “tradição à escala universal. Em cada esquina está uma presença divina que nos permite chegar a essa escala”.